A Experiência que Move a Cidade do Rio de Janeiro não pode ser descartada
A AENFER, entidade originariamente com 89 anos de existência, tem como objetivos defender a Ferrovia através da divulgação de projetos e trabalhos buscando o crescimento desse modo de transporte tão importante — e defender quem faz a Ferrovia ser o que ela é: o Ferroviário.
Ao longo da sua história, presenciou diversos processos de desestatização, concessão e permissão de uso. Em todos eles, a questão de pessoal não foi tratada na sua real dimensão e importância — o que, em muitas situações, acaba sendo determinante para que não sejam alcançados os resultados almejados.
Em processos de concessão pública ou similares, o foco costuma ficar muito no “ferro e aço” (trens e trilhos) e acaba-se esquecendo de quem faz a roda girar todos os dias: o trabalhador.
O objetivo aqui é sensibilizar o governo, a nova operadora e a opinião pública de que experiência não se descarta.
O sistema ferroviário do Rio de Janeiro atravessa um momento de transição. Com a saída da atual operadora Supervia e a chegada de uma nova gestão via processo licitatório, o consórcio Nova Via Mobilidade será o novo gestor do transporte suburbano de passageiros — e surge de imediato uma incerteza que aflige milhares de famílias: o destino dos trabalhadores que dedicam suas vidas ao transporte de massa.
Um trem não é apenas uma máquina; é um serviço movido por pessoas. Operadores, técnicos de manutenção, agentes de estação e pessoal administrativo detêm o conhecimento tático e a memória operacional que garantem a segurança e a fluidez do sistema. Ignorar esse capital humano é um erro estratégico e social.
Nossos Pilares de Reivindicação:
Preservação do Material Humano
O trabalhador é o patrimônio mais valioso de qualquer empresa. A transição entre operadoras deve priorizar a absorção da mão de obra atual, garantindo a manutenção de empregos na nossa cidade.
O Papel do Poder Público
É dever do Estado e dos órgãos reguladores acompanhar pari passu essa transição. A justiça social deve ser cláusula pétrea em qualquer novo contrato de concessão.
Segurança Operacional
A curva de aprendizado de novos funcionários — mesmo vindos de outras operadoras, até mesmo internacionais — pode gerar riscos desnecessários. Manter quem já conhece os desafios da malha ferroviária fluminense é garantir a segurança do passageiro.
Dignidade e Continuidade
Não estamos falando apenas de números, mas de pais e mães de família que possuem expertise técnica e merecem respeito e estabilidade diante da mudança de CNPJ.
O Apelo
Instamos as autoridades competentes e a futura operadora a estabelecerem um Plano de Transição de Pessoal transparente e humano. O progresso do transporte no Rio de Janeiro não pode acontecer à custa do desemprego de quem sempre carregou o sistema nas costas.
A AENFER – A Casa do Ferroviário seguirá agindo, na medida das suas limitações, junto às esferas de influência para que o trabalhador não seja apenas um espectador, mas uma parte respeitada dessa nova etapa.
Seguimos firmes, de olho no futuro, sem esquecer de quem carrega a ferrovia no peito.
Pelo direito ao trabalho e pela valorização do ferroviário!



