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Minhas avaliações sobre as diversas administrações do CREA-RJ, que vi e vivi

Primeira administração (1996–1998) — Engenheiro Francisco Chacon

A primeira é entre 1996 e 1998, quando foi eleito o Engenheiro Francisco Chacon, excelente profissional, com alta quantidade e qualidade de produzir trabalho! Mas com uma dificuldade imensa de ser coletivo, além de extremamente vaidoso! 

Isso foi um dos seus maiores obstáculos na administração, pois trouxe um afastamento das entidades representativas dos profissionais, sendo as mais marcantes: CE, SENGERJ, SEAERJ, etc.

Mas a administração é marcante, principalmente quando aproximou a sociedade civil do CREA-RJ, com uma proposta revolucionária sobre meio ambiente! Essa política foi tão forte que leva o Engenheiro Chacon, a não ter adversários na reeleição e quase ser eleito Deputado Federal em 1998!

Segunda administração (1999–2001) — Engenheiro Francisco Chacon (2º mandato)

A segunda é entre 1999 e 2001, ainda com Chacon à frente da administração do CREA-RJ! Mas a imensa vaidade e a falta de um sentimento coletivo levam a uma administração com uma equivocada política financeira, o que provoca uma forte oposição do SENGERJ e do CE!

Terceira administração (2002–2004) — Engenheiro Reynaldo Barros

A terceira é entre 2002 e 2004, a presidência é exercida pelo iniciante e vacilante Engenheiro Reynaldo Barros, que ganha as eleições apoiado, literalmente, por Chacon, mas por uma margem pequena de votos. O SENGERJ e o CE concorreram às eleições, mas foram irremediavelmente batidos por Reynaldo/Chacon!

A administração Reynaldo começa muito linear, não consegue manter o ímpeto do trabalho produzido por Chacon, mas tem como valor interessante, a reorganização administrativa e tentativa de maior aproximação com os profissionais. Tenta, é verdade, se aproximar do SENGERJ e do CE e é literalmente rechaçado!

Reynaldo faz uma administração correta, buscando interagir com as diversas pequenas representações existentes no interior do estado, e tem a virtude de dar início a uma revolução na área de informática, hoje denominada TI. É necessário acrescentar que Chacon passou ao largo dessa discussão!

Quarta administração (2005–2007) — Engenheiro Reynaldo Barros (2º mandato)

A quarta é entre 2005 e 2007. O Engenheiro Reynaldo, com sua boa política de administração interna, linear e interiorana, tem uma eleição massacrante, recebendo um número estratosférico de votos! Mas continuava tendo uma oposição radical do SENGERJ e menos expressiva do CE.

Tenho que reconhecer que o setor de TI, já assim denominado, teve um avanço significativo! As mudanças introduzidas foram apoiadas massivamente pelos profissionais! Mas Reynaldo não se torna popular, tenta ser eleito Deputado Federal e não tem êxito!

Quinta administração (2008–2010) — Engenheiro Agostinho Guerreiro

A quinta é entre 2008 e 2010. Ganha as eleições o Engenheiro Agostinho Guerreiro com uma ótima votação, iniciando a administração com grande velocidade! Afinal, Agostinho vinha de ter dois mandatos como presidente do CE e uma passagem marcante pelo SENGERJ, com algumas discordâncias.

Agostinho faz também uma administração linear, mantendo os caminhos adotados pela gestão anterior. Não tem um fato marcante, mas conduz o CREA-RJ com lucidez! O único fato importante que deve ser ressaltado é que, a partir de certo momento, o SENGERJ se torna uma oposição light à administração Agostinho!

Sexta administração (2011–2013) — Engenheiro Agostinho Guerreiro (2º mandato)

A sexta é entre 2011 e 2013, trata-se do segundo mandato do Engenheiro Agostinho. Mantém-se pouco expressiva, mas sem erros crassos. Com uma lógica de poucas propostas de avanço, repete aquela máxima: “time que está vencendo não se mexe!” Mas o fato relevante é que termina o mandato com uma crise com o SENGERJ e parcialmente com o CE!

Sétima administração (2014–2016) — Engenheiro Reynaldo Barros (3º mandato)

A sétima é entre 2014 e 2016. Ganha pela terceira vez o Presidente Reynaldo Barros! Segundo as avaliações da época, com as quais eu não concordo, credencia-se à vitória do Engenheiro Reynaldo o desentendimento político entre o SENGERJ, parte do CE e o Engenheiro Agostinho!

Mas o fato é que o tri-presidente Reynaldo é incontestável! O próprio tri-presidente, porém, deve se arrepender de ter voltado a administrar o CREA-RJ, principalmente por não ter a mesma energia de antes e ficar o tempo todo querendo dar saltos astronômicos na área de TI. Fracassou e teve uma administração aparentemente transitória para um novo perfil!

Oitava administração (2017–2019) — Engenheiro Luiz Cosenza

A oitava é entre 2017 e 2019. Ganha a eleição o Engenheiro Luiz Cosenza, com um início vacilante e uma administração apoiada na força parcial do CE e na totalidade do SENGERJ! Faz escolhas interessantes na administração, mas insiste — o que vai ser uma tônica em toda a sua gestão, tentar ser ecumênico e conciliador, o que na teoria pode ser uma verdade absoluta, mas que no dia a dia, no olho no olho, se torna improdutivo!

Perde enormemente na organização da fiscalização e naufraga, redundantemente, no setor de TI! E ainda por cima pega a maldita pandemia de Covid, que atrapalha bastante!

Nona administração (2020–2022) — Engenheiro Luiz Cosenza (2º mandato)

A nona é entre 2020 e 2022, reeleição do Engenheiro Luiz Cosenza. Alvissareiramente, consegue dar uma ajeitada na área de TI! Pois quando do afastamento para concorrer às eleições, o substituto demite o incompetente e desleal chefe da TI, colocando no lugar um profissional mais interessado, leal e confiável. Daí a área de TI melhora muito, sem muito investimento, mas só com mais aglutinação!

Neste momento, a gestão começa a melhorar, com demissão e afastamentos de funcionários ligados à visão ecumênica e conciliadora! No final, como diria o Professor Raimundo: “estava indo tão bem!” Decide fazer alterações significativas na TI, contratando uma empresa muito suspeita! Mas Deus ajuda, também, aos incompetentes: o arranjo pensado não deu certo e abandonou-se o projeto!

É necessário esclarecer que a administração Reynaldo Barros deixou, quando terminou a gestão, recursos financeiros para pagamento de apenas um mês de salário, além de uma dívida contraída com os funcionários na gestão Agostinho Guerreiro/Clayton Vabo, referente ao pagamento do Plano Bresser/1987.

É necessário esclarecer, ainda, que a administração Luiz Cosenza, do alto da sua incompetência política, deixa em caixa recursos da ordem de R$ 100.000.000,00 (cem milhões de reais)! Claro que eu não acho que Cosenza é ladrão, mas que é incompetente, é — não há como negar! Ou há?

Décima administração (2024–2026) — Engenheiro Miguel Fernandez

A décima é entre 2024 e 2026. Ganha as eleições o Engenheiro Miguel Fernandez, que como eu disse naquela campanha era um “outsider”: tinha sido do CREA Jovem na gestão Reynaldo Barros e em 2007 decide disputar as eleições do CREA-RJ a partir de uma vertente política de renovação total, não logrando êxito! Desaparece do CREA-RJ, não participa dos eventos. Desconhecia a mecânica do CREA-RJ. Não sabia a rua onde o CREA-RJ estava localizado — hoje sabe! Mas não sabe o nome da rua ao lado, nem a de trás!

Começou uma administração com cem milhões de reais de saldo na conta corrente, sem nenhuma dívida a pagar, com corpo funcional enxuto e ainda sem nenhuma dívida de qualquer natureza e, para finalizar, com orçamento em torno de R$ 400.000.000,00 (quatrocentos milhões de reais)!

É necessário dizer que se aliou determinadamente ao Governo Estadual Cláudio Castro para ser eleito!

Ora, vamos combinar: qualquer um, por pior que seja, com esse oceano de facilidades, teria a obrigação de fazer uma gestão no CREA-RJ muito melhor!

O que o Presidente Miguel Fernandez, fez foi repetir a mesmice, pois o tri-presidente Reynaldo Barros, o Presidente Cosenza, o Presidente Agostinho e o Presidente Chacon também fizeram grandes festas e enormes eventos!

Mas vamos combinar, de novo: com essa imensidão de recursos financeiros, sempre é e será muito fácil fazer essas portentosas festas e grandiosos eventos!

Vai finalizar a gestão como o presidente mais sofrível e que pior conduziu a gestão da área de TI!

Lamentavelmente, passou longe da discussão sobre Engenharia, Agronomia, Geologia, Geografia e Meteorologia!

Considerações finais

Finalizo aqui recomendando a todos que acompanhem meus vídeos, não profissionais, e meu excelente programa de trabalho que vai do fundamental até as faculdades, passando por políticas públicas as mais variadas e pelos sessenta mais!

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